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O senador Jorge Seif (PL-SC) afirmou nesta quarta-feira (7) que o primeiro turno favorece um eventual governo Flávio Bolsonaro. Isso porque Flávio Bolsonaro (PL) ficou à frente do presidente Lula (PT), e o Congresso eleito é mais à direita. Com isso, segundo ele, há condições para uma agenda de segurança jurídica, responsabilidade fiscal e endurecimento penal.
A avaliação foi feita em painel promovido pelo Esfera na Casa Parlamento, em Brasília. A mediação ficou com João Prasser, diretor executivo da Casa Parlamento.
Ao longo da conversa, Seif tratou da disputa presidencial e de nomes para um eventual governo Flávio. Além disso, comentou a proposta de fim da escala 6×1, em tramitação no Senado, e a reforma tributária. A segurança pública e o Supremo Tribunal Federal (STF) também entraram na conversa.
Apesar da vantagem de Flávio Bolsonaro na primeira etapa, Seif evitou cravar vitória. Na verdade, o senador comparou a disputa com Lula a um confronto entre Flamengo e Palmeiras.
Nas palavras do senador, são “dois grandes times que, nos últimos anos, venceram quase tudo”. Por isso, ele considera o resultado do segundo turno imprevisível. Na avaliação dele, a eleição deve ser decidida em um jogo duríssimo e apertado.
Na área econômica, Seif defendeu segurança jurídica e responsabilidade fiscal como pilares de um eventual governo de direita. Segundo ele, a política econômica deve estimular e incentivar quem gera empregos, e não o rentismo.
Além disso, o senador citou a melhoria do ambiente de negócios como prioridade de um eventual governo de Flávio Bolsonaro. O objetivo, segundo ele, é destravar investimentos.
Sobre a reforma tributária, Seif avaliou que o texto não cumpriu o papel de desburocratizar o sistema. Ao mesmo tempo, criticou o governo por não divulgar a alíquota do novo IVA do novo modelo. O senador classificou o tributo como “o maior IVA do mundo” e uma medida impopular.
Questionado sobre a composição de um eventual governo Flávio Bolsonaro, Seif mencionou três nomes. Na visão dele, são opções possíveis para a Esplanada dos Ministérios.
Lottenberg já tinha sido anunciado por Flávio Bolsonaro em sabatina no Jornal Nacional. Mesmo assim, Seif elogiou fortemente o nome ao citá-lo no painel.
Ex-presidente da Conib (Confederação Israelita do Brasil), ele também foi conselheiro do Ranking dos Políticos. Porém, deixou o cargo ao ser anunciado por Flávio como virtual ministro.
Seif acusou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de quebrar a palavra. Segundo o senador, Alcolumbre havia se comprometido a não votar o fim da escala 6×1 antes das eleições. No entanto, indicou em entrevista que a matéria pode ir a votação já na próxima semana.
No mérito, Seif criticou o engessamento provocado pela inclusão da regra na Constituição. Por isso, afirmou defender três emendas ao texto.
Na segurança pública, o senador listou pautas que espera ver avançar com um Congresso mais conservador. Entre elas, estão a redução da maioridade penal, o fim das audiências de custódia e o endurecimento de penas.
Seif reservou ao Supremo Tribunal Federal o tom mais duro do painel. Citando o jornalista William Waack, afirmou que existe uma “ala da força” na Corte. Além disso, disse que ministros estão “defendendo o indefensável”.
A crítica fazia referência ao julgamento de 15 de setembro sobre o ministro Alexandre de Moraes. Na ocasião, a Corte não decidiu pela abertura de investigação contra ele. A apuração envolveria suposta advocacia administrativa em relação a Daniel Vorcaro, no caso Master.
Para o senador, são crimes graves, que exigem responsabilização pelos atos. Ao se referir ao ministro, Seif o chamou de “Alexandre, o imoral”.
O parlamentar rejeitou a ideia de que a cobrança seja revanchismo. Na verdade, atribuiu ao Senado o papel de fiscalizar a Corte. “Quem vigia o vigia? É o Senado da República”, disse.
Nesse sentido, um levantamento do Ranking dos Políticos analisou a próxima legislatura do Senado. O resultado aponta que 54 senadores já se manifestaram a favor do impeachment de ministros do STF.
Como saída, Seif defendeu mudanças nas regras de composição do STF para tornar o tribunal mais técnico e menos político. A lista inclui idade mínima para os ministros, mandato com tempo determinado e exigência de experiência prévia no Judiciário.