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Ranking dos Políticos
23 de setembro, 2022

Posso votar em deputado federal de outro estado?

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A cada quatro anos, o Brasil elege 513 deputados federais para a Câmara dos Deputados. Em 4 de outubro de 2026, os eleitores voltam às urnas para renovar as bancadas. Antes da votação, uma dúvida clássica reaparece: posso votar em deputado federal de outro estado? A resposta é não. Mas vale entender o porquê.

A urna carrega apenas os candidatos do estado onde você vota

O eleitor precisa votar na seção eleitoral onde tem domicílio registrado. A urna eletrônica é carregada com os dados dos candidatos daquela unidade da Federação. Por isso, nomes de outros estados nem chegam a aparecer na tela.

A lógica segue o sistema proporcional adotado pela Constituição. Cada estado escolhe apenas seus próprios representantes na Câmara. Assim, o voto cruzado entre unidades da Federação simplesmente não existe.

Deputados federais são divididos por estado conforme a população

A Constituição fixa um mínimo de oito e um máximo de setenta deputados por estado. O critério é populacional e deve ser revisto conforme o crescimento demográfico apurado pelo IBGE.

São Paulo lidera; onze unidades ficam com o piso mínimo

São Paulo é o estado mais populoso e ocupa 70 cadeiras. Minas Gerais vem em seguida, com 53, e o Rio de Janeiro tem 46. Juntos, esses três estados concentram quase um terço da Câmara.

No outro extremo, ficam com apenas oito deputados: Acre, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins. Esse desenho gera desequilíbrio na representação. Em São Paulo, cada deputado responde por mais de 600 mil habitantes. Em Roraima, o mesmo cargo representa menos de 90 mil.

STF manteve a mesma proporção para 2026

Em 2025, o Congresso aprovou um projeto que ampliaria a Câmara para 531 cadeiras, com aumento em nove estados. Porém, o presidente da República vetou o texto integralmente.

Diante do impasse, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, determinou por liminar que a composição de 2022 seguisse valendo para o próximo pleito. Dessa forma, a Câmara continua com 513 deputados e a mesma proporcionalidade entre os estados.

Voto em trânsito abre uma exceção parcial

O eleitor que estiver fora do domicílio eleitoral no dia da votação pode recorrer ao voto em trânsito. A Resolução 23.759/2026 do TSE permite a habilitação entre 20 de julho e 20 de agosto de 2026. O pedido é feito pelo Autoatendimento da Justiça Eleitoral ou em qualquer cartório eleitoral.

Dentro do mesmo estado, o eleitor vota em todos os cargos

Quem estiver em outra cidade, mas dentro do mesmo estado, pode votar para todos os cargos em disputa. Isso inclui presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital. A regra vale desde que a cidade escolhida seja capital ou tenha mais de 100 mil eleitores.

Fora do estado, só é possível escolher presidente

Já quem cruzar a fronteira estadual só poderá votar para presidente da República. A mesma restrição alcança o brasileiro com título cadastrado no exterior que estiver em trânsito no Brasil.

Esse é o ponto que costuma gerar confusão. O voto em trânsito não permite escolher deputados de outro estado. Ele apenas garante a participação no cargo de alcance nacional.

Só a eleição presidencial tem alcance nacional

A escolha do presidente é a única disputa em âmbito nacional. Todos os eleitores aptos escolhem entre os mesmos candidatos, independentemente do estado onde votem.

As demais eleições ocorrem dentro de cada unidade da Federação. Isso vale para governador, senador, deputado federal, deputado estadual e distrital, conforme prevê o Código Eleitoral. Cada estado tem sua lista própria de candidatos, com regras proporcionais para deputados e majoritárias para senador e governador.

Por isso, um eleitor de Pernambuco não pode votar em um deputado federal do Rio Grande do Sul. Cada bancada representa exclusivamente a população que a elegeu.

Como acompanhar quem foi eleito para representar seu estado

O voto termina com a apuração, mas o mandato começa depois. Acompanhar como cada parlamentar atua no plenário é o próximo passo do voto consciente.

O Ranking dos Políticos avalia deputados federais e senadores com base em critérios objetivos. A metodologia considera presença, produção legislativa e alinhamento com pautas de responsabilidade fiscal. A ferramenta ajuda o eleitor a verificar se quem recebeu seu voto está entregando o que prometeu na campanha.