Em breve
Estamos trabalhando nessa funcionalidade, volte depois para conferir

Compartilhar
Compartilhe o artigo via
Ou copie o link
por Luan Sperandio
O Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou do Fórum da Liberdade 2026 na sexta-feira (10), em Porto Alegre. O pré-candidato à Presidência apresentou posicionamentos sobre economia, política institucional e cenário eleitoral.
No dia anterior, já haviam participado Aldo Rebelo (Democracia Cristã), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). Convidados, Renan Santos (Missão) e Lula (PT) não compareceram. O painel dos presidenciáveis é uma tradição do evento desde 1989, organizado pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE).
A agenda de Flávio incluía outros compromissos do PL, como o lançamento de Zucco ao PalácioPiratini. Por isso, ele participou apenas no fim da programação de sexta-feira.
Flávio Bolsonaro chega ao evento empatado com Lula nas pesquisas eleitorais, dentro da margem de erro. Cerca de 7 mil pessoas lotaram o auditório da PUC-RS. Flávio foi recebido com forte apoio, sinalizando espaço no eleitorado liberal-conservador. Como definiu o jornalista Fábio Zanini, o evento tinha o ares de “Woodstock liberal”.
A seguir, listamos os 5 principais insights das falas de Flávio Bolsonaro no Fórum da Liberdade 2026.
Um dos eixos centrais das falas de Flávio foi a defesa do legado do governo de Jair Bolsonaro.
Como apontou levantamento de Renato Dolci, o histórico recente de Flávio Bolsonaro em suas redes sociais é majoritariamente de críticas ao PT e ao governo Lula. Essa linha também foi observada em sua fala:
Flávio Bolsonaro afirmou que o país enfrenta um cenário econômico adverso, citando o número de brasileiros endividados e o ambiente de negócios como fatores de preocupação.
“Temos um cenário catastrófico. 81 milhões de brasileiros endividados. Isso é por causa do ambiente caótico nos negócios. Precisamos criar um ambiente atrativo para gerar empregos de qualidade, que paguem melhores salários e assim as pessoas vão honrar seus compromissos”, afirmou.
Embora tenha afirmado que evitaria detalhar propostas neste momento a fim de evitar críticas diretas, o pré-candidato indicou algumas diretrizes. Flávio Bolsonaro aproveitou o espaço e defendeu redução de impostos e simplificação tributária:
De olho em uma das principais preocupações dos brasileiros, a segurança pública, Flávio defendeu:
Também destacou o papel do Congresso Nacional na condução dessas mudanças, em referência à PEC de Segurança Pública e PL Antifacção.
Outro ponto relevante abordado por Flávio Bolsonaro foi a crítica ao Judiciário.
“Qualquer governo em 2027 precisa de uma reforma no Judiciário”
Flávio Bolsonaro adotou um tom deliberadamente contido no Fórum da Liberdade 2026. A postura é coerente com o estágio atual de sua pré-campanha: bem posicionado nas pesquisas e distante do momento decisivo da disputa, o senador opera sob a lógica de minimizar riscos.
A estratégia, segundo sinais do próprio discurso, não é a de buscar grandes acertos neste momento, mas evitar erros que possam desgastar sua imagem antes da consolidação do cenário eleitoral. Em campanhas longas, esse tipo de abordagem costuma indicar uma candidatura que se vê competitiva e, portanto, menos pressionada a assumir posições de alto custo político.
Nesse contexto, a decisão de manter propostas mais genéricas reforça essa linha de atuação. Ao evitar detalhamento excessivo, Flávio reduz a exposição a críticas antecipadas e preserva margem de manobra para calibrar seu programa ao longo da campanha.
Um dos poucos momentos mais delicados do painel ocorreu ao ser questionado a respeito da atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na taxação de Donald Trump ao Brasil, que ocorreu em junho de 2025. Flávio foi enfático ao negar qualquer defesa de taxação contra empresas brasileiras, afirmando que a posição de seu irmão se limitava à defesa de sanções individuais contra supostos violadores de direitos, em referência a Ministros do STF.
Por outro lado, mesmo com cautela na forma, o conteúdo do discurso apresentou um eixo claro: a defesa de uma agenda econômica liberal. A ênfase na redução da carga tributária, na simplificação regulatória e na criação de um ambiente mais favorável aos negócios aparece como o principal pilar programático da candidatura.
Flávio Bolsonaro evita ruídos a curto prazo e busca consolidar identidade ideológica e preservar capital político para momentos mais decisivos da disputa de 2026. No fim, sua candidatura joga o jogo de quem acredita que já está dentro, e que, por isso, pode se dar ao luxo de errar menos do que ousar mais.
*Luan Sperandio é analista político e diretor de operações do Ranking dos Políticos desde 2023