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A vitória do ex-presidente Lula (PT) trouxe uma mudança nas prioridades do futuro governo em comparação com o atual. Pautas como as eleições para as presidências do Congresso e o ajuste orçamentário para o partido eleito são alvo de discussão entre ambos os Poderes.
A proposta petista chamada PEC de Transição visa retirar verbas do Teto de Gastos para custear as promessas de campanha de Lula. Um exemplo é o Auxílio Brasil de R$ 600, que substituiu o Bolsa Família criado pelos governos petistas.
A PEC precisa da aprovação de três quintos do Congresso e em especial do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), até dia 15 de dezembro, para ser posta em prática no governo de 2023. A estratégia do PT deve ser de aproximação com o Centro para uma maior chance de validação da proposta.
Lira vem fazendo acenos a Lula, o que mostra indícios de um apoio parlamentar ao governo eleito. Todas as articulações dependem de muitas conversas, tanto com o lado de Bolsonaro quanto de Lula. A coligação eleita na disputa presidencial elegeu apenas 122 deputados e 12 senadores, porém possuem aliados, alcançando assim o número de 139 na Câmara e 16 no Senado. O PT tem ainda muito trabalho para atrair as siglas de centro e direita, mas a receptividade até o momento tem sido boa.
Com as alianças feitas, a possibilidade mais provável é a composição de um bloco partidário amplo, com diversas siglas. Algo a ser discutido é a participação ou não do PL no bloco, o que envolveria algum tipo de compensação ao partido, como novos membros.
O STF deve decidir em breve sobre o avanço do projeto das emendas de orçamento. O partido eleito mostra indícios de conversa com o Parlamento sobre a PEC, e deve buscar apoio entre partidos de outras coligações para sua aprovação.