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Brasília (DF) | O Instituto Unidos Brasil (IUB) recebeu o candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) para falar de economia. O painel integra a série “O Brasil em Debate com os Presidenciáveis”. A realização é do IUB com o Ranking dos Políticos e a Frente Parlamentar do Ambiente de Negócios (FPN). O Sistema CNC Sesc Senac também assina a iniciativa.
O encontro reuniu parlamentares, empresários e representantes de entidades do setor produtivo. Dessa forma, o debate sobre o ambiente de negócios ganhou espaço na conversa. Assista à conversa completa.
Médico e ex-governador de Goiás, Caiado deixou o cargo em março de 2026 para disputar a eleição. O vice na chapa é Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD. Antes do governo estadual, Caiado foi deputado federal por cinco mandatos e senador por Goiás.
A conversa começou diante do Monitor do Ambiente de Negócios, operado pelo IUB. Ao ver os indicadores, o candidato criticou a política fiscal do governo federal.
Para ele, as contas públicas desarrumadas cobram preço direto de quem empreende. “Não existe nenhum país no mundo que sobreviva com uma taxa de juros dessas”, afirmou.
Os números ajudam a medir o tamanho da queixa. Em agosto, o Copom reduziu a Selic para 14% ao ano, no quarto corte seguido de 2026. Ainda assim, a taxa segue em nível restritivo para investimento produtivo.
O efeito chega ao pequeno empresário. Por exemplo, entre janeiro e março deste ano, 874,9 mil pequenos negócios fecharam as portas, segundo o Sebrae.
Nesse sentido, o presidenciável defendeu parâmetros orçamentários rígidos para as ações públicas. Segundo ele, o equilíbrio fiscal organiza o Estado antes de qualquer promessa.
Caiado rejeitou a ideia de que o ajuste implica fim de programas sociais. Por outro lado, cobrou prioridade para gastos capazes de elevar a produtividade da economia.
O candidato usou os resultados de Goiás para ligar criminalidade e economia. O estado reduziu em 16,28% os homicídios dolosos em 2025, segundo o Mapa da Segurança Pública, do Ministério da Justiça.
Com isso, a taxa goiana ficou em 10,18 homicídios por 100 mil habitantes, a sexta menor do país.
O Atlas da Violência 2026 é coordenado pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O estudo mostra queda de 58,4% na taxa goiana em dez anos.
Para Caiado, o combate às facções reduz o custo logístico das empresas. O Brasil registrou 8.570 roubos de carga em 2025, segundo a NTC&Logística. O prejuízo direto ficou em cerca de R$ 900 milhões.
A conta sobe quando entram os efeitos indiretos. Seguros mais caros, custos operacionais e repasse ao preço final levam o prejuízo a mais de R$ 1 bilhão.
“A função de um presidente da República é buscar o momento de abrir mercado, não é de brigar com ele”, disse o candidato.
Além da segurança, Caiado defendeu investimento em inteligência artificial e no processamento interno de minerais. A proposta mira a redução da exportação de matéria-prima bruta.
O potencial existe no subsolo. O Brasil tem a segunda maior reserva mundial de terras raras. São cerca de 21 milhões de toneladas, ou 23% do total global.
Esses minerais entram em baterias, equipamentos médicos e usinas nucleares. A produção, porém, não acompanha o tamanho da reserva. O país responde por menos de 1% da oferta mundial. Há uma única mina em operação comercial, em Minaçu (GO).
Ao mesmo tempo, o marco legal do setor tramita no Congresso. O PL 2.780/2024 cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A Câmara aprovou o texto em maio, e o Senado ainda precisa votar. A proposta prevê fundo garantidor de R$ 2 bilhões e incentivos fiscais de até R$ 5 bilhões ao setor.
Logo depois do painel, representantes do Ranking dos Políticos entregaram a Caiado o livro “O Brasil pode dar certo”. A publicação reúne propostas de reforma nas áreas fiscal, tributária e institucional.
Posteriormente, a série do IUB recebe outros nomes da disputa presidencial, no mesmo formato. Empresários e parlamentares fazem as perguntas, e o candidato responde sem intermediários.
O Ranking dos Políticos acompanha o desempenho dos 594 parlamentares federais e participa dos encontros como parceiro. Além disso, a FPN leva à mesa a pauta de desburocratização discutida no Congresso. As conversas seguem até a reta final da campanha.