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Brasília (DF) | O Instituto Unidos Brasil (IUB) recebeu o presidenciável Renan Santos (Missão) para falar de economia. O encontro integra a série “O Brasil em Debate com os Presidenciáveis”. A realização é do IUB com o Ranking dos Políticos e a Frente Parlamentar do Ambiente de Negócios (FPN). O Sistema CNC Sesc Senac também assina a iniciativa.
A transmissão passou de 40 mil acessos no canal do IUB, com picos de 7,6 mil espectadores simultâneos. Ao mesmo tempo, o fórum reuniu mais de 200 convidados em Brasília e rendeu 24 notícias em portais. Assista à conversa completa.
A conversa começou diante do monitor do IUB, que mostra o encerramento de empresas em tempo real. Ao ver os números correndo na tela, o candidato falou em desistência de parte da sociedade.
Os dados do início do ano ajudam a explicar o clima da plateia. Por exemplo, entre janeiro e março de 2026, 874,9 mil pequenos negócios fecharam as portas, segundo o Sebrae. Os MEIs responderam por 71,6% das baixas.
Em seguida, Renan Santos passou à crítica ao ambiente político. “A direita que sobrou se tornou um bando de influenciador de rede social”, afirmou. Para ele, a briga entre os dois campos consumiu o espaço da agenda econômica.
Diante disso, o candidato defendeu o que chamou de política de afirmação nacional. O slogan da campanha resume a aposta, segundo ele, de que “o futuro é glorioso”.
Empresário, Renan Santos ajudou a fundar o Movimento Brasil Livre. Hoje preside o Missão, partido pelo qual disputa o Planalto.
Renan Santos colocou a reforma fiscal como primeira tarefa de um eventual governo. Além disso, defendeu alterações na legislação trabalhista para baratear a contratação formal.
Nesse sentido, a pauta conversa com o preço do dinheiro no Brasil. Em agosto, o Copom reduziu a Selic para 14% ao ano, no quarto corte seguido de 2026. Ainda assim, a taxa segue em nível restritivo para quem quer investir.
Por outro lado, o plano esbarra na aritmética do Congresso. A PEC do Equilíbrio Fiscal é associada ao deputado Kim Kataguiri (Missão-SP). Contudo, o texto segue em coleta de assinaturas e não foi protocolado na Câmara. Ou seja, a proposta ainda não reuniu os 171 apoios exigidos.
O candidato também criticou a expansão das apostas online. A CNC, uma das organizadoras do encontro, acompanha o tema de perto. Levantamento da entidade mostra que as famílias gastaram mais de R$ 30 bilhões com bets em março de 2026. Três anos antes, o valor era próximo de zero.
Com isso, o efeito aparece no orçamento doméstico. O comprometimento da renda das famílias com dívidas chegou a 49,9%. É o maior valor da série do Banco Central, iniciada em 2005.
A troca de prioridades muda o varejo. Por exemplo, cerca de 23% dos apostadores deixaram de comprar roupas e 19% cortaram gastos em supermercados.
Entre as propostas ao empresariado, o presidenciável defendeu zonas econômicas especiais para terras raras e inteligência artificial. O Brasil tem a segunda maior reserva mundial desses minerais. São cerca de 21 milhões de toneladas, ou 23% do total global.
A produção, porém, não acompanha o tamanho da jazida. O país responde por menos de 1% da oferta mundial. Há uma única mina em operação comercial, em Minaçu (GO).
A disputa por esses minerais cresceu com a corrida tecnológica. Isso porque eles entram em veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos de defesa. Também abastecem os data centers de inteligência artificial.
“Ou o Brasil se torna potência ou o Brasil se torna escravo. Uma nação com o nosso tamanho territorial não tem outra opção senão vencer”, disse o candidato.
Ao mesmo tempo, o assunto já tramita no Congresso. O PL 2.780/2024 cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. O texto prevê fundo garantidor e incentivos ao processamento dentro do país.
A Câmara aprovou o projeto em maio, e a matéria aguarda análise dos senadores. Dessa forma, parte da agenda apresentada no evento depende do Legislativo ainda neste ano.
Logo depois do painel, o Ranking dos Políticos entregou a Renan Santos o livro “O Brasil pode dar certo”. A publicação reúne propostas de reforma nas áreas fiscal, tributária e institucional.
Posteriormente, a série do IUB recebe outros nomes da disputa presidencial, no mesmo formato. Empresários e parlamentares fazem as perguntas, e o candidato responde sem intermediários.
O Ranking dos Políticos acompanha o desempenho dos 594 parlamentares federais e participa dos encontros como parceiro. A próxima rodada mantém o mesmo desenho, com transmissão aberta pelo canal do instituto.