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19 de agosto, 2026

“Ou o Brasil se torna potência ou seremos escravos”, diz Renan Santos em debate do Ranking e IUB

“Ou o Brasil se torna potência ou seremos escravos”, diz Renan Santos em debate do Ranking e IUB
Foto: enan Santos participa de debate do Instituto Unidos Brasil sobre os rumos políticos e econômicos do país | Ranking dos Políticos

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Brasília (DF) | O Instituto Unidos Brasil (IUB) recebeu o presidenciável Renan Santos (Missão) para falar de economia. O encontro integra a série “O Brasil em Debate com os Presidenciáveis”. A realização é do IUB com o Ranking dos Políticos e a Frente Parlamentar do Ambiente de Negócios (FPN). O Sistema CNC Sesc Senac também assina a iniciativa.

A transmissão passou de 40 mil acessos no canal do IUB, com picos de 7,6 mil espectadores simultâneos. Ao mesmo tempo, o fórum reuniu mais de 200 convidados em Brasília e rendeu 24 notícias em portais. Assista à conversa completa.

Renan Santos critica polarização no debate com presidenciáveis

A conversa começou diante do monitor do IUB, que mostra o encerramento de empresas em tempo real. Ao ver os números correndo na tela, o candidato falou em desistência de parte da sociedade.

Os dados do início do ano ajudam a explicar o clima da plateia. Por exemplo, entre janeiro e março de 2026, 874,9 mil pequenos negócios fecharam as portas, segundo o Sebrae. Os MEIs responderam por 71,6% das baixas.

Em seguida, Renan Santos passou à crítica ao ambiente político. “A direita que sobrou se tornou um bando de influenciador de rede social”, afirmou. Para ele, a briga entre os dois campos consumiu o espaço da agenda econômica.

Diante disso, o candidato defendeu o que chamou de política de afirmação nacional. O slogan da campanha resume a aposta, segundo ele, de que “o futuro é glorioso”.

Empresário, Renan Santos ajudou a fundar o Movimento Brasil Livre. Hoje preside o Missão, partido pelo qual disputa o Planalto.

Reforma fiscal e mudanças nas leis trabalhistas

Renan Santos colocou a reforma fiscal como primeira tarefa de um eventual governo. Além disso, defendeu alterações na legislação trabalhista para baratear a contratação formal.

Nesse sentido, a pauta conversa com o preço do dinheiro no Brasil. Em agosto, o Copom reduziu a Selic para 14% ao ano, no quarto corte seguido de 2026. Ainda assim, a taxa segue em nível restritivo para quem quer investir.

Por outro lado, o plano esbarra na aritmética do Congresso. A PEC do Equilíbrio Fiscal é associada ao deputado Kim Kataguiri (Missão-SP). Contudo, o texto segue em coleta de assinaturas e não foi protocolado na Câmara. Ou seja, a proposta ainda não reuniu os 171 apoios exigidos.

Bets no radar do consumo das famílias

O candidato também criticou a expansão das apostas online. A CNC, uma das organizadoras do encontro, acompanha o tema de perto. Levantamento da entidade mostra que as famílias gastaram mais de R$ 30 bilhões com bets em março de 2026. Três anos antes, o valor era próximo de zero.

Com isso, o efeito aparece no orçamento doméstico. O comprometimento da renda das famílias com dívidas chegou a 49,9%. É o maior valor da série do Banco Central, iniciada em 2005.

A troca de prioridades muda o varejo. Por exemplo, cerca de 23% dos apostadores deixaram de comprar roupas e 19% cortaram gastos em supermercados.

Zonas econômicas especiais para terras raras e inteligência artificial

Entre as propostas ao empresariado, o presidenciável defendeu zonas econômicas especiais para terras raras e inteligência artificial. O Brasil tem a segunda maior reserva mundial desses minerais. São cerca de 21 milhões de toneladas, ou 23% do total global.

A produção, porém, não acompanha o tamanho da jazida. O país responde por menos de 1% da oferta mundial. Há uma única mina em operação comercial, em Minaçu (GO).

A disputa por esses minerais cresceu com a corrida tecnológica. Isso porque eles entram em veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos de defesa. Também abastecem os data centers de inteligência artificial.

“Ou o Brasil se torna potência ou o Brasil se torna escravo. Uma nação com o nosso tamanho territorial não tem outra opção senão vencer”, disse o candidato.

Marco legal dos minerais críticos aguarda o Senado

Ao mesmo tempo, o assunto já tramita no Congresso. O PL 2.780/2024 cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. O texto prevê fundo garantidor e incentivos ao processamento dentro do país.

A Câmara aprovou o projeto em maio, e a matéria aguarda análise dos senadores. Dessa forma, parte da agenda apresentada no evento depende do Legislativo ainda neste ano.

Livro do Ranking dos Políticos entregue ao candidato

Logo depois do painel, o Ranking dos Políticos entregou a Renan Santos o livro “O Brasil pode dar certo”. A publicação reúne propostas de reforma nas áreas fiscal, tributária e institucional.

Posteriormente, a série do IUB recebe outros nomes da disputa presidencial, no mesmo formato. Empresários e parlamentares fazem as perguntas, e o candidato responde sem intermediários.

O Ranking dos Políticos acompanha o desempenho dos 594 parlamentares federais e participa dos encontros como parceiro. A próxima rodada mantém o mesmo desenho, com transmissão aberta pelo canal do instituto.