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Reeleição dos parlamentares premiados supera a média do país. A reeleição dos parlamentares premiados pelo Ranking dos Políticos confirmou, nas urnas, o que a nota técnica já apontava. Entre os nomes reconhecidos pelo Prêmio Excelência Parlamentar que buscaram um novo mandato em 2026, 77,2% foram reconduzidos ao cargo. Esse índice fica dez pontos percentuais acima da taxa de reeleição do Congresso Nacional como um todo. Além disso, o dado é de um novo estudo do Ranking dos Políticos. O levantamento cruzou a lista de premiados da 57ª Legislatura com o resultado oficial do 1º turno, realizado em 4 de outubro de 2026.
Ao todo, 122 parlamentares premiados tinham candidatura registrada no TSE em 2026. Desse grupo, 92 concorreram à reeleição, sendo 81 deputados e 11 senadores. Por outro lado, os demais 30 disputaram outro cargo, como governo estadual, Senado ou a chapa presidencial.
Do total de 122 premiados, 86 já garantiram mandato ainda no 1º turno. Foram 71 pela reeleição e 15 eleitos a outro cargo, o equivalente a 70,5% do grupo. Outros três seguem na disputa em 25 de outubro: Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar, na chapa presidencial, e Alan Rick, no governo do Acre. Além disso, Nelsinho Trad foi eleito 1º suplente de senador. Por fim, os demais 32 não obtiveram êxito nas urnas.
Entre os 92 premiados que tentaram renovar o mandato, 71 foram reeleitos. Isso representa uma taxa de 77,2%. No entanto, o desempenho variou bastante entre as duas Casas. Na Câmara, 80,2% dos deputados premiados voltam em 2027, o que equivale a 65 de 81. Por outro lado, no Senado apenas 54,5% dos senadores premiados obtiveram novo mandato, ou seja, 6 de 11.
| Indicador (1º turno, 04/10/2026) | Câmara | Senado | Congresso |
|---|---|---|---|
| Parlamentares que tentaram a reeleição | 437 | 32 | 469 |
| Reeleitos | 301 | 14 | 315 |
| Taxa de reeleição — média nacional | 68,9% | 43,8% | 67,2% |
| Taxa de reeleição — premiados | 80,2% | 54,5% | 77,2% |
| Diferença (pontos percentuais) | +11,3 | +10,8 | +10,0 |
A diferença em relação à média nacional se repete nas duas Casas. Os premiados superaram os demais parlamentares em cerca de 11 pontos percentuais tanto na Câmara quanto no Senado.
A distância maior no Senado em termos absolutos reflete a natureza da disputa. A eleição é majoritária e tem só duas vagas por estado. Não renovaram o mandato Marcos do Val (ES), Carlos Viana (MG), Zequinha Marinho (PA), Ciro Nogueira (PI) e Esperidião Amin (SC). Por outro ângulo, foram reconduzidos Plínio Valério (AM), Marcelo Castro (PI), Carlos Portinho (RJ), Styvenson Valentim (RN), Alessandro Vieira (SE) e Eduardo Gomes (TO).
São Paulo, que concentra a maior bancada de premiados, reelegeu 14 dos 17 nomes. Minas Gerais e Rio de Janeiro reconduziram 7 de 8 cada. Em nove estados, todos os premiados que disputaram a reeleição se deram bem: Acre, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Rondônia tiveram 100% de aproveitamento. O pior resultado ficou com o Paraná, que reelegeu apenas 3 dos 6 premiados.
No entanto, parte das derrotas não veio de votação pessoal baixa. Elas decorrem do sistema proporcional. Luiz Gastão (CE), por exemplo, recebeu 108.924 votos e ainda assim ficou na suplência.
Trinta premiados concorreram a um cargo diferente do que ocupavam. No Senado, 11 dos 17 deputados candidatos foram eleitos, o que equivale a 64,7%. Entre eles estão Arthur Lira (AL), Bia Kicis (DF), Evair de Melo (ES), Gustavo Gayer (GO), Domingos Sávio (MG) e Carlos Jordy (RJ). A lista inclui ainda Nicoletti (RR), Marcel van Hattem e Sanderson (RS), Caroline de Toni (SC) e Alexandre Guimarães (TO).
Nos governos estaduais, Zucco (RS), Sérgio Moro (PR) e Cleitinho (MG) venceram já no 1º turno. Enquanto isso, Alan Rick (AC) segue para o 2º turno.
O estudo também cruzou o desempenho dos parlamentares nas últimas posições do Ranking dos Políticos com o resultado do 1º turno. O recorte vai da 428ª à 536ª colocação, com notas entre 0,65 e 4,35. Ao todo, foram analisados 108 nomes desse grupo.
O resultado mostra que 56 parlamentares (51,9%) retornam ao mesmo cargo em 2027. Entre os premiados, esse índice chega a 77,2%. A diferença é de cerca de 25 pontos percentuais. Contudo, é importante uma ressalva: as duas bases não são idênticas. O cálculo dos premiados considera só quem disputou a reeleição. Já o grupo dos piores colocados inclui também quem concorreu a outro cargo ou não concorreu. Ajustando por essa diferença, a vantagem dos premiados cai para cerca de 21 pontos percentuais. De todo modo, é uma distância expressiva.
O resultado do 1º turno de 2026 indica que o reconhecimento técnico do Prêmio Excelência Parlamentar caminhou na mesma direção do voto do eleitor. Quase quatro em cada cinco premiados que buscaram a reeleição foram reconduzidos. Além disso, sete em cada dez premiados com candidatura registrada saíram do 1º turno com mandato assegurado para a próxima legislatura.
Como ressalva o próprio estudo, a relação entre bom desempenho parlamentar e sucesso eleitoral não é automática. O voto proporcional, o tamanho das legendas, as alianças estaduais e a dinâmica da disputa majoritária pesam tanto quanto a atuação individual. Portanto, o dado reforça a importância de critérios objetivos e públicos de avaliação. Esses critérios permitem ao eleitor conhecer o histórico de cada representante, independentemente de seu partido.
Os dados do estudo têm como data-base o 1º turno de 4 de outubro de 2026. Além disso, estão sujeitos a retotalização. O Ranking dos Políticos vai atualizá-los após o 2º turno, em 25 de outubro.