Eleições
05 de outubro, 2026

Reeleição dos parlamentares premiados pelo Ranking dos Políticos supera a média do país

Reeleição dos parlamentares premiados pelo Ranking dos Políticos supera a média do país
Foto: Reeleição dos parlamentares premiados pelo Ranking dos Políticos: premiados eleitos da 57ª Legislatura

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Reeleição dos parlamentares premiados supera a média do país. A reeleição dos parlamentares premiados pelo Ranking dos Políticos confirmou, nas urnas, o que a nota técnica já apontava. Entre os nomes reconhecidos pelo Prêmio Excelência Parlamentar que buscaram um novo mandato em 2026, 77,2% foram reconduzidos ao cargo. Esse índice fica dez pontos percentuais acima da taxa de reeleição do Congresso Nacional como um todo. Além disso, o dado é de um novo estudo do Ranking dos Políticos. O levantamento cruzou a lista de premiados da 57ª Legislatura com o resultado oficial do 1º turno, realizado em 4 de outubro de 2026.

Ao todo, 122 parlamentares premiados tinham candidatura registrada no TSE em 2026. Desse grupo, 92 concorreram à reeleição, sendo 81 deputados e 11 senadores. Por outro lado, os demais 30 disputaram outro cargo, como governo estadual, Senado ou a chapa presidencial.

O panorama geral do grupo

Do total de 122 premiados, 86 já garantiram mandato ainda no 1º turno. Foram 71 pela reeleição e 15 eleitos a outro cargo, o equivalente a 70,5% do grupo. Outros três seguem na disputa em 25 de outubro: Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar, na chapa presidencial, e Alan Rick, no governo do Acre. Além disso, Nelsinho Trad foi eleito 1º suplente de senador. Por fim, os demais 32 não obtiveram êxito nas urnas.

A taxa de reeleição dos parlamentares premiados em 2026

Entre os 92 premiados que tentaram renovar o mandato, 71 foram reeleitos. Isso representa uma taxa de 77,2%. No entanto, o desempenho variou bastante entre as duas Casas. Na Câmara, 80,2% dos deputados premiados voltam em 2027, o que equivale a 65 de 81. Por outro lado, no Senado apenas 54,5% dos senadores premiados obtiveram novo mandato, ou seja, 6 de 11.

Indicador (1º turno, 04/10/2026)CâmaraSenadoCongresso
Parlamentares que tentaram a reeleição43732469
Reeleitos30114315
Taxa de reeleição — média nacional68,9%43,8%67,2%
Taxa de reeleição — premiados80,2%54,5%77,2%
Diferença (pontos percentuais)+11,3+10,8+10,0

A diferença em relação à média nacional se repete nas duas Casas. Os premiados superaram os demais parlamentares em cerca de 11 pontos percentuais tanto na Câmara quanto no Senado.

A distância maior no Senado em termos absolutos reflete a natureza da disputa. A eleição é majoritária e tem só duas vagas por estado. Não renovaram o mandato Marcos do Val (ES), Carlos Viana (MG), Zequinha Marinho (PA), Ciro Nogueira (PI) e Esperidião Amin (SC). Por outro ângulo, foram reconduzidos Plínio Valério (AM), Marcelo Castro (PI), Carlos Portinho (RJ), Styvenson Valentim (RN), Alessandro Vieira (SE) e Eduardo Gomes (TO).

Como cada estado se saiu

São Paulo, que concentra a maior bancada de premiados, reelegeu 14 dos 17 nomes. Minas Gerais e Rio de Janeiro reconduziram 7 de 8 cada. Em nove estados, todos os premiados que disputaram a reeleição se deram bem: Acre, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Rondônia tiveram 100% de aproveitamento. O pior resultado ficou com o Paraná, que reelegeu apenas 3 dos 6 premiados.

No entanto, parte das derrotas não veio de votação pessoal baixa. Elas decorrem do sistema proporcional. Luiz Gastão (CE), por exemplo, recebeu 108.924 votos e ainda assim ficou na suplência.

Quem disputou outro cargo

Trinta premiados concorreram a um cargo diferente do que ocupavam. No Senado, 11 dos 17 deputados candidatos foram eleitos, o que equivale a 64,7%. Entre eles estão Arthur Lira (AL), Bia Kicis (DF), Evair de Melo (ES), Gustavo Gayer (GO), Domingos Sávio (MG) e Carlos Jordy (RJ). A lista inclui ainda Nicoletti (RR), Marcel van Hattem e Sanderson (RS), Caroline de Toni (SC) e Alexandre Guimarães (TO).

Nos governos estaduais, Zucco (RS), Sérgio Moro (PR) e Cleitinho (MG) venceram já no 1º turno. Enquanto isso, Alan Rick (AC) segue para o 2º turno.

Contraponto: como se saíram os piores colocados do Ranking

O estudo também cruzou o desempenho dos parlamentares nas últimas posições do Ranking dos Políticos com o resultado do 1º turno. O recorte vai da 428ª à 536ª colocação, com notas entre 0,65 e 4,35. Ao todo, foram analisados 108 nomes desse grupo.

O resultado mostra que 56 parlamentares (51,9%) retornam ao mesmo cargo em 2027. Entre os premiados, esse índice chega a 77,2%. A diferença é de cerca de 25 pontos percentuais. Contudo, é importante uma ressalva: as duas bases não são idênticas. O cálculo dos premiados considera só quem disputou a reeleição. Já o grupo dos piores colocados inclui também quem concorreu a outro cargo ou não concorreu. Ajustando por essa diferença, a vantagem dos premiados cai para cerca de 21 pontos percentuais. De todo modo, é uma distância expressiva.

A conclusão dos números

O resultado do 1º turno de 2026 indica que o reconhecimento técnico do Prêmio Excelência Parlamentar caminhou na mesma direção do voto do eleitor. Quase quatro em cada cinco premiados que buscaram a reeleição foram reconduzidos. Além disso, sete em cada dez premiados com candidatura registrada saíram do 1º turno com mandato assegurado para a próxima legislatura.

Como ressalva o próprio estudo, a relação entre bom desempenho parlamentar e sucesso eleitoral não é automática. O voto proporcional, o tamanho das legendas, as alianças estaduais e a dinâmica da disputa majoritária pesam tanto quanto a atuação individual. Portanto, o dado reforça a importância de critérios objetivos e públicos de avaliação. Esses critérios permitem ao eleitor conhecer o histórico de cada representante, independentemente de seu partido.

Os dados do estudo têm como data-base o 1º turno de 4 de outubro de 2026. Além disso, estão sujeitos a retotalização. O Ranking dos Políticos vai atualizá-los após o 2º turno, em 25 de outubro.