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A janela partidária de 2026 redefiniu o tamanho das bancadas no Congresso Nacional. O movimento concentrou parlamentares em poucos blocos e reduziu o espaço de legendas médias e pequenas.
Os dados constam no estudo Recomposição das Bancadas e Projeções para as Eleições de 2026, publicado pelo Ranking dos Políticos. O levantamento mostra o avanço das federações, o esvaziamento de partidos tradicionais e a pressão crescente da cláusula de barreira sobre legendas pequenas.

A Federação União Progressistas, formada por União Brasil e Progressistas, soma 98 deputados federais. Também reúne 10 senadores, 6 governadores e 6 vice-governadores. Nos municípios, alcança 1.343 prefeitos e 12.349 vereadores.
A articulação foi conduzida por Antônio Rueda, presidente do União Brasil, e Ciro Nogueira, presidente do PP. Com isso, a federação se transformou na maior estrutura política do país.
A coesão interna, porém, segue como desafio. O União Brasil registrou 21 filiações e 29 saídas durante a janela. O PP perdeu dez deputados e atraiu oito novos nomes.

O PL saltou de 87 para 96 deputados federais durante a janela partidária. E o partido também filiou os senadores Sergio Moro (PR) e Efraim Filho (PB), vindos do União Brasil.
O crescimento tem ligação direta com a pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro. Além disso, a sigla passou a investir mais no Nordeste, com nomes como Alfredo Gaspar (AL) e João Roma (BA).
O PSD ampliou a bancada com filiações de governadores, senadores e deputados de várias legendas. Eduardo Leite (RS) e Raquel Lyra (PE) deixaram o PSDB rumo ao partido de Gilberto Kassab, enquanto Ronaldo Caiado (GO) veio do União Brasil.
A legenda comanda 13 senadores, três ministérios e quase 900 prefeituras. Mesmo assim, enfrenta o desafio da reeleição de boa parte da bancada no Senado em 2026.
A pré-candidatura presidencial de Caiado depende da articulação de palanques regionais. Isso porque o partido atua em campos opostos conforme o estado.
A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, mantém 83 deputados federais. O PT chegou a 66 parlamentares, o PCdoB a 11 e o PV a seis.
A federação garante acesso ampliado ao fundo eleitoral e ao tempo de propaganda. No entanto, o desempenho municipal de 2024 ficou abaixo das expectativas nas três legendas.
PSOL e Rede Sustentabilidade dependem da federação entre elas para superar a cláusula de barreira. O cenário interno da Rede, marcado por disputas entre correntes, dificulta uma estratégia única.
O PDT teve uma das maiores perdas proporcionais da janela. A bancada caiu de 17 para 10 deputados federais. No Ceará, o partido manteve apenas o presidente estadual André Figueiredo na Câmara.
O PSDB perdeu três governadores e oito deputados durante a janela. Por outro lado, a filiação de Ciro Gomes em outubro de 2025 deu nova projeção ao partido no Ceará. A legenda hoje conta com 17 deputados federais.
Ambos discutem federações ou fusões no pós-2026 para garantir sobrevivência institucional.
Solidariedade e PRD formaram federação para tentar superar a cláusula de barreira. Antes da janela, somavam dez deputados federais. Depois, restaram sete.
O Avante teve saldo negativo, com a perda de nove deputados estaduais e quatro federais. E o Cidadania caiu de quatro para dois deputados federais, sem nenhuma adesão.
O Podemos foi na contramão e saltou de 16 para 27 deputados federais. E o avanço foi forte em São Paulo, onde a bancada passou de três para 11 parlamentares. O Novo também cresceu, com a filiação de dois deputados federais e um senador.
A recomposição das bancadas mostra um sistema partidário mais concentrado. Grandes blocos absorvem quadros e definem o jogo no Legislativo. Federações deixam de ser exceção e passam a estruturar a competição eleitoral.
A cláusula de barreira, mais rigorosa a partir de 2026, vai pressionar ainda mais legendas pequenas. Por isso, fusões e incorporações devem se intensificar no pós-eleição.
União Progressistas, PL e PSD entram em 2026 como protagonistas do novo desenho do Congresso Nacional.