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24 de agosto, 2026

Ranking dos Políticos debate no IFL BH que tipo de Brasil vai sair das urnas

Ranking dos Políticos debate no IFL BH que tipo de Brasil vai sair das urnas
Foto: Ranking dos Políticos debate no IFL-BH que tipo de Brasil vai sair das urnas

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A participação do Ranking dos Políticos no IFL BH aconteceu na noite de 17 de agosto, em Belo Horizonte. Juan Carlos Arruda, diretor-geral da organização, foi o convidado do evento ordinário do Instituto de Formação de Líderes. Sob o tema “Que tipo de Brasil vai sair das urnas”, a palestra tratou do cenário de outubro. O encontro ocorreu no The One, na Avenida Raja Gabáglia.

O que o Ranking dos Políticos levou ao IFL BH

Arruda representou a organização que integra desde 2020 e dirige atualmente. Criado em 2011, o Ranking dos Políticos avalia deputados federais e senadores em exercício. Entre os critérios estão assiduidade, uso de verbas de gabinete, fidelidade partidária e histórico de corrupção.

Além disso, a organização chega a 2026 com 15 anos de trabalho e 594 parlamentares monitorados. Em maio, a organização premiou os 100 congressistas mais bem avaliados da 57ª Legislatura. A Câmara dos Deputados também já concedeu ao Ranking a Medalha do Mérito Legislativo. Por isso, a conversa em Belo Horizonte partiu de dados públicos, e não de leitura de conjuntura.

Que tipo de Brasil vai sair das urnas em outubro

O primeiro turno das eleições gerais está marcado para 4 de outubro. Nessa data, o eleitor escolhe seis cargos em sequência na urna eletrônica. Entram na conta 513 deputados federais e 54 senadores, ou dois terços do Senado. Consequentemente, a próxima legislatura começa a ser definida agora.

A propaganda eleitoral começou em 16 de agosto, um dia antes do encontro. Com isso, a palestra alcançou a plateia no primeiro fim de semana de campanha aberta.

Questionado sobre o próprio tema da palestra, Arruda descreveu um país dividido no topo e estável na base. Na Presidência, Lula segue favorito nas pesquisas mais recentes, porém o segundo turno aparece dentro da margem de erro. No Congresso, disse ele, o retrato é quase oposto.

Segundo o diretor-geral, a Câmara deve mudar pouco. O levantamento do Diap mostra 87,3% dos deputados dispostos a tentar a reeleição, a maior taxa desde 1990. Por isso, na avaliação dele, a renovação real vai acontecer no Senado, onde dois terços das vagas estão em disputa.

Arruda somou a esse quadro a pressão sobre o eleitor. As famílias endividadas chegaram a 82% em julho, recorde da série da CNC. Além disso, segurança pesa mais que qualquer pauta de campanha e a abstenção sobe desde 2006.

“O resultado de outubro decide o Planalto, mas muda menos do resto do jogo do que a cobertura sugere”, afirmou.

O voto que abre a urna

A votação começa pelo deputado federal, antes de estadual, senador, governador e presidente. Ainda assim, a maior parte da atenção pública fica na disputa presidencial. Mais de 155 milhões de eleitores estão aptos a votar neste ano. Nesse ponto entra a avaliação parlamentar apresentada no evento.

Para o diretor-geral do Ranking, esse desequilíbrio tem explicação. “A lógica eleitoral protege quem já está lá”, afirmou. A Câmara combina limite de candidaturas por vaga, cláusula de barreira de 2,5% dos votos válidos e acesso privilegiado ao fundo eleitoral.

Some a isso uma lista com dezenas de nomes por estado e uma decisão proporcional. Do outro lado da urna, a disputa presidencial é binária e decidida no tapa. Consequentemente, o titular chega blindado antes mesmo de a campanha começar.

Na avaliação dele, não é falta de importância, e sim assimetria de atenção. “Nosso trabalho existe justamente para essa lacuna”, disse. A ideia é dar ao eleitor um critério público para avaliar o mandato de quem ele elegeu.

Formação de lideranças e fiscalização do Congresso

Fundado em 2011 pelo empresário Salim Mattar, o IFL BH reúne mais de 2 mil associados. A entidade é civil, sem fins lucrativos e sem vínculo partidário. Seu ciclo de formação combina leituras, debates e encontros com convidados.

Ranking dos Políticos debate no IFL BH que tipo de Brasil vai sair das urnas
O Ranking dos Políticos participou de debate no Instituto de Formação de Líderes (IFL) em Belo Horizonte.

Para o Ranking dos Políticos, a plateia interessa. Afinal, cobrar o Congresso depende de gente disposta a checar dados antes de votar.

Arruda explicou por que esse público entra na estratégia da organização. Muda o ângulo, não o dado. Em Brasília, a conversa é sobre a engrenagem, ou seja, quem tem os votos e qual bloco decide uma pauta.

Com o empresariado mineiro, o assunto é o que essa engrenagem significa para o negócio. Entram na conta previsibilidade regulatória, custo do crédito e clima de consumo. Hoje esse clima está pressionado pelo recorde de endividamento e pela percepção de alta de preços.

Minas é um caso à parte neste ciclo. Pelo mapeamento que a organização levou ao IFL BH, o estado está entre os onze onde nenhum dos dois palanques presidenciais aparece competitivo na disputa ao governo. Dessa forma, o debate local roda mais em torno de economia e gestão do que da polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Do encontro em Belo Horizonte ao Fórum Liberdade e Democracia

Arruda volta à capital mineira em 4 de setembro. Ele está na lista de palestrantes da 17ª edição do Fórum Liberdade e Democracia, na Sala Minas Gerais. O tema da edição é “Coragem para Liderar”. A programação reúne empresários, executivos, jornalistas e parlamentares.

Até lá, faltam menos de dois meses para o primeiro turno. Quem quiser conferir a nota do próprio deputado ou senador pode consultar a plataforma antes de votar. A escolha feita em outubro vale pelos próximos quatro anos.