
Compartilhar
Compartilhe o artigo via
Ou copie o link
O Ranking dos Políticos levou sua análise do primeiro turno de 2026 ao IFL Brasília na segunda-feira (5). O encontro, exclusivo para associados do Instituto de Formação de Líderes, aconteceu no Solo Ristorante, na Asa Sul. Em nome da organização, o diretor de Operações, Luan Sperandio, dividiu a mesa com o cientista político Leonardo Barreto.
A participação teve caráter institucional, já que Luan apresentou levantamentos feitos pela equipe do Ranking dos Políticos. Afinal, a organização avalia o trabalho de deputados federais e senadores desde 2011, com nota pública para cada parlamentar. Dessa forma, o público teve acesso a uma leitura apoiada em números, e não em impressões.
O Instituto de Formação de Líderes forma lideranças a partir de valores como livre mercado, responsabilidade individual e Estado de Direito. Segundo a Revista Oeste, o instituto tem 11 unidades espalhadas pelo país, entre elas a de Brasília. A conversa começou às 19h e tratou dos próximos capítulos da eleição.
Ao lado de Luan esteve Leonardo Barreto, sócio da Think Policy e doutor em Ciência Política pela UnB, com experiência em comportamento eleitoral. Com isso, a mesa reuniu a leitura de dados do Ranking e a visão acadêmica sobre o sistema político.
Entre os dados apresentados, o destaque foi o levantamento sobre a nova composição do Senado. O estudo saiu na CNN Brasil na manhã do mesmo dia e apareceu no telão durante a fala de Luan. Pelo levantamento, 54 dos 81 senadores que tomam posse em 2027 já defenderam o impeachment de ministros do STF.
O número importa porque equivale a dois terços da Casa. Esse é o quórum fixado por liminar do ministro Gilmar Mendes em dezembro de 2025. Antes da decisão, bastava maioria simples para abrir o processo contra um integrante do Supremo.
A troca de dois terços das cadeiras mudou o equilíbrio de forças. Dos 54 senadores eleitos ou reeleitos no domingo (4), 37 se declararam favoráveis à medida. Além disso, a equipe já havia mapeado a posição de 270 candidatos ao Senado antes da votação, o que permitiu cruzar as declarações com o resultado das urnas.
Outro ponto da apresentação comparou as bancadas eleitas em 2022 com as eleitas agora. Nos slides, as federações apareceram somadas, já que votam e atuam como um só partido na Câmara. Por isso, a comparação mostrou o peso real de cada bloco na próxima legislatura.
O resultado mais visível foi o do PL, que elegeu 121 deputados federais e superou os 99 de 2022. Segundo o Congresso em Foco, é a maior bancada eleita por um único partido desde 1990. No sentido oposto, a federação entre União Brasil e PP perdeu 19 deputados em relação à eleição anterior.
Consequentemente, a leitura por blocos ajuda a entender quem terá força para negociar a pauta a partir de 2027. Ao mesmo tempo, mostra quais grupos precisarão de alianças para aprovar projetos no plenário.
O debate também tratou da disputa presidencial, que segue para o segundo turno em 25 de outubro. De acordo com o TSE, Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula (PT). Ainda assim, a diferença de menos de dois pontos deixa a disputa aberta.
Para o Ranking dos Políticos, eventos como esse levam dados sobre o Congresso a quem forma opinião. Nesse sentido, a equipe vai acompanhar de perto o novo Congresso, que toma posse em fevereiro de 2027. Com isso, o eleitor poderá conferir se as promessas de campanha viram voto no plenário.