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Ex-ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho é cotado para a Secretaria de Relações Institucionais no quarto mandato de Lula. A pasta cuida da articulação do governo com o Congresso.
A escolha de um nome do Centrão tem explicação. O Congresso eleito em 2026 é considerado mais à direita que o de 2022, e o governo precisará de votos fora da base tradicional.
Em outubro, Silvio foi reeleito deputado federal por Pernambuco, com 170.859 votos. Ele terminou em sexto lugar entre os 25 eleitos do estado.
Silvio Serafim Costa Filho nasceu no Recife em 5 de março de 1982. É filho do ex-deputado Silvio Costa e formado em pedagogia.
Preside o Republicanos em Pernambuco. Entre 2004 e 2009, foi filiado ao PMN, segundo o perfil biográfico.
Silvio Costa Filho em resumo
| Nascimento | 5 de março de 1982, no Recife (PE) |
|---|---|
| Formação | Pedagogia |
| Partido | Republicanos, presidente estadual em Pernambuco |
| Último cargo no Executivo | Ministro de Portos e Aeroportos (2023–2026) |
| Eleição de 2026 | Reeleito deputado federal, com 170.859 votos |
| Cotado para | Secretaria de Relações Institucionais |
Fontes: Perfil biográfico e resultado eleitoral
Em 2004, aos 21 anos, tornou-se o vereador mais jovem do Recife. Dois anos depois, elegeu-se deputado estadual e foi reeleito em 2010 e 2014.
Entre 2007 e 2009, foi secretário de Turismo de Pernambuco no governo de Eduardo Campos. Depois, chegou à Câmara dos Deputados, onde integrou a Comissão de Constituição e Justiça.
Em setembro de 2023, Lula o convidou para substituir Márcio França em Portos e Aeroportos. A nomeação foi confirmada pelo Planalto junto com a de André Fufuca, do PP.
A escolha expôs a relação ambígua do partido com o governo. Em nota, o Republicanos afirmou que a nomeação foi um convite pessoal de Lula e que a legenda seguiria independente.
A principal vitrine foi o programa de concessões. Em dezembro de 2024, o ministério realizou o maior leilão portuário da história. O destaque foi o terminal ITG02, em Itaguaí (RJ), com investimento previsto de R$ 3,58 bilhões.
Em 2025, foram 21 leilões e cerca de R$ 11 bilhões em investimentos. Entre eles estavam o túnel Santos-Guarujá e 13 aeroportos regionais no Nordeste e na Amazônia Legal, com R$ 731,6 milhões previstos.
No mesmo ano, a movimentação nos portos cresceu 5% até novembro. Já o setor aéreo, segundo o ministro, ganhou 30 milhões de passageiros em três anos.
O programa de maior apelo popular teve alcance limitado. Lançado em julho de 2024, o Voa Brasil oferecia passagens de até R$ 200 a aposentados do INSS.
A meta inicial era de cerca de 3 milhões de bilhetes. Em oito meses, porém, o programa viabilizou 35.419 reservas.
Em janeiro de 2026, Silvio anunciou a saída do governo para disputar as eleições. A saída estava prevista para abril, no fim do prazo de desincompatibilização.
O plano inicial era disputar o Senado. Em março, porém, Silvio recuou e confirmou a candidatura à reeleição como deputado federal.
Com isso, evitou o confronto com Humberto Costa e Marília Arraes, que lideravam as pesquisas. A decisão também completou a chapa de João Campos (PSB) ao governo estadual.
A secretaria passou por trocas recentes. Em abril, Lula escolheu o deputado José Guimarães (PT-CE) para o lugar de Gleisi Hoffmann, que saiu para disputar o Senado pelo Paraná.
Quem assumir a articulação herdará pautas sensíveis no Congresso. Entre elas estão a PEC do fim da escala 6×1 e a regulamentação do trabalho por aplicativos.
Não é a primeira vez que o nome de Silvio circula para a função. Em fevereiro de 2025, ele era o mais cotado para a pasta e o preferido de partidos do Centrão.
Na época, pesava a filiação ao mesmo partido do presidente da Câmara, Hugo Motta. Ainda assim, o cargo ficou com Gleisi.
Desde então, o deputado ganhou mais peso no Congresso. Em junho de 2026, já fora do ministério, foi escolhido líder da maioria na Câmara, à frente de um bloco de quase 300 deputados.
Ao assumir, agradeceu a Motta e prometeu conduzir o bloco com diálogo, equilíbrio e compromisso com o Brasil. A função o aproximou do dia a dia das votações que interessam ao governo.
Além disso, Silvio declarou voto em Lula em 2025, mesmo filiado ao partido de Tarcísio de Freitas. Na ocasião, afirmou que votaria no presidente por gratidão e que trabalharia pelo apoio da legenda.
A posição o diferencia de parte do Republicanos, que tem no governador paulista, reeleito em outubro, seu principal nome. Dessa forma, a escolha aproximaria o governo de um partido que também abriga a oposição.
Ainda assim, a definição depende das conversas com o Congresso eleito, que toma posse em 1º de fevereiro de 2027. Até lá, Silvio segue como um dos nomes ventilados para a função.