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Alexandre de Moraes concentra 67 das 109 propostas de impeachment contra ministros do STF hoje em tramitação no Congresso. Com o avanço da eleição de 2026, o Ranking dos Políticos foi atrás de um dado simples: como cada um dos 273 candidatos ao Senado se posiciona sobre o impeachment de ministros do STF.
O resultado mostra um Senado dividido e também um número relevante de candidatos que ainda evita o tema.
Quase metade dos candidatos declarou apoio ao afastamento de ministros. Ao mesmo tempo, mais de quatro em cada dez evitaram o assunto publicamente. Outros não puderam ser localizados na apuração.
E o levantamento identificou casos em que a posição divulgada por uma fonte não bateu com o que o próprio candidato disse depois. Isso apareceu em entrevistas e pronunciamentos públicos.
A base consolidada reúne duas apurações independentes. A primeira vem da Gazeta do Povo, que publicou em setembro de 2026 a reportagem “Crise no STF intensifica movimento pelo impeachment de ministros”. Esse trabalho listou 215 nomes em 27 estados. A segunda apuração é do Analista Político Danylo Shimano, do Ranking dos Políticos. O levantamento cobre 185 nomes em 17 estados, com candidatos de todos os partidos.
Por isso, a soma dos dois trabalhos cobre praticamente toda a disputa ao Senado neste ano. Contudo, as duas apurações usam métodos próprios de checagem. Quando um candidato mudou de discurso entre uma apuração e outra, prevaleceu o que ele mesmo declarou em público por último.
Confira a abaixo os posicionamentos nas quatro listas. Cada uma traz o nome do candidato, o estado e a origem da informação.
Este é o maior grupo do levantamento. Aparecem os nomes que defendem abertamente o afastamento. Além deles, há candidatos que condicionam o apoio à apresentação de denúncia formal ou ao resultado de investigações em curso.
Já o grupo contrário reúne dois perfis. De um lado, os defensores declarados da atual composição do Supremo. De outro, candidatos que classificam o pedido como ruptura institucional. Neste bloco, a justificativa mais comum é a de que o tema desvia o debate eleitoral de pautas econômicas.
No entanto, este é o bloco que mais chama atenção pelo tamanho. Aqui entram os candidatos que não se pronunciaram publicamente. Entram também os que não foram localizados pela reportagem. O silêncio, nesse caso, não equivale a neutralidade. Significa que o eleitor não tem como saber qual será o voto do candidato se o tema chegar ao plenário.
Por sua vez, o quarto grupo reúne uma terceira via. São candidatos que evitam falar em impeachment, mas defendem a discussão sobre mudanças estruturais no Judiciário. Entre as propostas estão mandato fixo para ministros, limite de decisões monocráticas e mudanças nas regras de indicação.
Por fim, uma observação: o Ranking ainda está em processo de verificação direta de cada posição junto aos próprios candidatos. Se um candidato se manifestar depois da publicação, a base será atualizada.
Piauí tem a maior chapa do país, com 20 candidatos ao Senado. É também onde o silêncio é maior: apenas 4 se declararam a favor do impeachment. Outros 11 não se posicionaram e 4 não foram localizados. Isso significa mais de três em cada quatro candidatos piauienses sem posição clara sobre o tema.
Enquanto isso, Sergipe é o extremo inverso: dos 10 candidatos, 9 já declararam apoio ao afastamento de ministros, a maior concentração proporcional do país.
Por outro lado, Rio Grande do Sul e Mato Grosso são os únicos estados em que todos os candidatos mapeados têm alguma posição registrada, sem nenhum caso de “não localizado”.
Em resumo, o Senado é a casa que decide se um pedido de impeachment de ministro do STF avança ou morre na gaveta. Por isso, saber a posição de cada candidato antes do voto é tão relevante quanto conhecer o histórico de quem já está no cargo. Com a eleição marcada para 04 de outubro, o eleitor tem nas mãos uma lista decisiva. Ela mostra, estado por estado, quem pretende mexer no Supremo e quem prefere não tocar no assunto.
O Ranking dos Políticos segue cobrando posição pública de todos os candidatos. Enquanto isso, a ferramenta de Match Eleitoral ajuda o eleitor a comparar suas próprias ideias com as de presidenciáveis e parlamentares, e a página de como votar bem reúne o passo a passo para decidir o voto com critério.