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O debate na Band entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) acontece neste domingo (18), às 20h. Os candidatos se enfrentam nos estúdios da emissora no Morumbi, em São Paulo. Segundo a programação divulgada pela Band, o programa dura cerca de duas horas e termina por volta das 22h.
Será o primeiro confronto direto entre os dois em toda a campanha. Isso porque nenhum dos candidatos foi a debates na TV no primeiro turno. Os encontros da Record, da Globo e do consórcio Momento da Decisão não aconteceram.
A TV aberta transmite o pré-debate a partir das 19h30. Além disso, a BandNews TV e as rádios do grupo começam a cobertura às 18h, com transmissão integral. Na internet, o debate passa no site Band.com.br, no aplicativo Bandplay e no canal Band Jornalismo no YouTube.
O Ranking dos Políticos vai checar em tempo real as falas de Lula e Flávio durante o debate na Band. A equipe compara números e promessas com dados oficiais e publica o resultado nos canais do Ranking durante a transmissão.
Com isso, o eleitor separa fato de discurso de campanha enquanto assiste. A organização avalia deputados federais e senadores desde 2011, o que inclui o mandato de Flávio no Senado. Por isso, a checagem parte de quem acompanha de perto o Congresso.
O formato prevê falas de abertura e considerações finais de cada candidato. Entre esses momentos, jornalistas do Grupo Bandeirantes e de veículos parceiros fazem perguntas. O pool reúne TV Gazeta, TV Cultura, Jovem Pan e Estadão.
A principal novidade são dois blocos de confronto direto. Neles, os candidatos administram o próprio tempo para perguntar, responder e rebater o adversário, além de circular pelo estúdio.
Os temas previstos incluem economia, saúde, educação, segurança pública e políticas sociais. No entanto, as regras finais ainda passavam por ajustes com as campanhas antes do envio ao TSE. Segundo a emissora, o direito de resposta será concedido conforme o andamento do debate.
Na terça-feira (13), Flávio disse que não iria ao debate e que pretendia ir só ao da Globo. Diante disso, a Band anunciou que manteria o programa com o púlpito do senador vazio.
No mesmo dia, Lula confirmou presença em vídeo. Logo depois, na quarta (14), Flávio voltou atrás nas redes sociais. Segundo ele, o anúncio era uma estratégia para forçar Lula a confirmar.
No PT, o maior temor é o temperamento do presidente. Segundo a coluna de Milena Teixeira, no Metrópoles, conselheiros pedem a Lula calma diante de provocações.
O modelo é a postura serena da entrevista ao Jornal Nacional, na quinta (15). Além disso, a campanha quer falar do fim da escala 6×1 e da isenção maior do Imposto de Renda.
No PL, a meta é sair do debate sem perder terreno. Líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante disse ao O Globo que o “zero a zero” favorece Flávio, que lidera.
Aliados também lembram o debate da Band de 2016, pela prefeitura do Rio. Na ocasião, Flávio passou mal e deixou o programa no intervalo. Dessa forma, a orientação é jogar na defesa, sem iniciar ataques pessoais.
Ainda assim, o senador deve cobrar Lula em segurança, saúde e custo de vida, conforme apurou a CNN Brasil. Entre as propostas, estão a redução da maioridade penal e penas mais duras.
A pesquisa Datafolha divulgada na quinta (15) mostra Flávio com 47% e Lula com 45%. A margem de erro é de dois pontos, o que configura empate técnico.
No primeiro turno, Flávio terminou com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Com isso, a Band serve de ensaio para o debate da Globo, na sexta (23), dois dias antes da votação.