Biografia
03 de novembro, 2026

Quem é Cinara Wagner Fredo, cotada para ser a primeira mulher ministra da Defesa

Quem é Cinara Wagner Fredo, cotada para ser a primeira mulher ministra da Defesa
Foto: Cinara Wagner Fredo, secretária-geral do Ministério da Defesa, é cotada para ser a primeira mulher a comandar a pasta | Ranking dos Políticos

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A secretária-geral do Ministério da Defesa, Cinara Wagner Fredo, é a aposta de José Múcio para sucedê-lo. Lula busca uma mulher civil para comandar o ministério no próximo mandato.

Caso a escolha se confirme, o país terá a primeira ministra da Defesa desde a criação do ministério, em 1999. Ainda assim, não há anúncio oficial, e a decisão depende de conversas com os comandantes militares.

Quem é Cinara Wagner Fredo

Cinara é servidora de carreira do INSS, no cargo de técnica do Seguro Social. No instituto, também foi diretora de Benefícios.

Formação em direito, gestão e defesa

Formada em direito pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), ela tem mestrado em administração pública pela Fundação Getulio Vargas. Além disso, fez dois masters na Universidade de Alcalá, na Espanha, sobre seguridade social e fundos de pensão.

A formação em defesa veio da Escola Superior de Guerra (ESG). Lá, cursou o programa de Altos Estudos em Defesa e o Curso Superior em Política e Estratégia.

Trajetória nos governos Temer, Bolsonaro e Lula

A carreira em cargos de direção começou na Previdência. Entre 2016 e 2017, Cinara foi secretária-executiva adjunta do Ministério da Previdência Social. Em seguida, assumiu a Subsecretaria de Gestão da Previdência, na Fazenda, até 2019.

No governo Bolsonaro, chefiou a Subsecretaria de Assuntos Corporativos do Ministério da Economia. Depois, foi secretária-executiva adjunta da Cidadania até 2022. Ou seja, passou por gestões do MDB e do PL antes de chegar à Defesa.

A chegada ao Ministério da Defesa

Em julho de 2023, após seis meses na Secretaria de Governo Digital, Cinara tornou-se secretária-geral adjunta da Defesa. Em junho de 2025, assumiu o comando da Secretaria-Geral. A nomeação, assinada por Lula e Múcio, saiu no Diário Oficial da União.

O cargo equivale ao número 2 do ministério. Ficam sob a secretária-geral áreas como o Censipam e a Secretaria de Orçamento e Organização Institucional. Desde dezembro de 2025, o Decreto 12.726 exige que o posto seja ocupado por um civil.

Cinara é a segunda mulher na função. A primeira foi Eva Maria Chiavon, empossada em janeiro de 2015 na gestão de Jaques Wagner.

Entre 2024 e 2025, a secretária recebeu honrarias das três Forças Armadas. A lista de condecorações inclui a Ordem do Mérito Militar, a do Mérito Naval e a do Mérito Aeronáutico.

Por que Múcio defende o nome dela

Múcio pediu para deixar o ministério no próximo mandato e indicou a secretária-geral como sucessora. Na avaliação dele, Cinara conhece a estrutura da Defesa e mantém diálogo com a cúpula militar.

O nome dela já havia chegado a Lula antes do segundo turno. Além disso, Múcio levou a secretária a uma reunião ministerial para aproximá-la do Planalto.

A aceitação nas Forças Armadas também pesa a favor. Em julho, já havia relatos de que a cúpula militar via Cinara como nome forte para a sucessão.

Quem disputa a vaga com ela

Cinara não é a única opção. A presidente do Superior Tribunal Militar, Maria Elizabeth Rocha, e a ex-ministra Simone Tebet também são avaliadas pelo governo.

Cada perfil pesa de forma diferente na escolha. Maria Elizabeth leva a experiência na Justiça Militar, e Tebet tem trânsito no Congresso. Cinara, por sua vez, representa a continuidade administrativa da pasta.

O que está em jogo na sucessão

Quem assumir herdará a coordenação das três Forças em meio a discussões sobre orçamento e modernização de equipamentos. Além disso, a próxima gestão terá de manter projetos estratégicos em andamento.

Na Secretaria-Geral, Cinara já acompanha temas orçamentários e projetos de reaparelhamento das Forças Armadas. Essa experiência interna é o principal trunfo da candidata.

Ainda assim, a palavra final cabe a Lula. Antes de fechar a equipe para 2027, o presidente também avalia trocas nos comandos das três Forças.