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08 de setembro, 2026

Ranking dos Políticos leva ao Secovi-SP a leitura do cenário eleitoral de 2026

Ranking dos Políticos leva ao Secovi-SP a leitura do cenário eleitoral de 2026
Foto: O Ranking dos Políticos leva ao Secovi-SP leitura e análise detalhada do cenário eleitoral de 2026 | Carlos Borges

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O Secovi-SP recebeu Luan Sperandio, diretor de operações do Ranking dos Políticos, para analisar o cenário eleitoral de 2026. O encontro reuniu empresários e lideranças do setor imobiliário na sede da entidade, em São Paulo. A abertura ficou com Carlos Borges, vice-presidente do sindicato e conselheiro decano do Ranking dos Políticos.

Sperandio apresentou projeções para a Câmara, para o Senado e para a corrida presidencial. O registro do encontro também foi publicado pelo próprio Secovi-SP.

Emendas parlamentares travam a renovação da Câmara

As emendas mudaram a lógica da disputa por uma cadeira em Brasília. O Orçamento de 2026 chegou a R$ 61 bilhões em emendas parlamentares, segundo a Agência Brasil. Somado ao longo do mandato, cada parlamentar movimenta um piso próximo de R$ 200 milhões.

Esse dinheiro vira obra, equipamento e convênio no reduto eleitoral do deputado. Por isso, quem já tem mandato começa a campanha muito à frente dos estreantes. Em 2022, a taxa de reeleição na Câmara ficou em 57%.

A renovação, por sua vez, caiu para 39% naquele pleito. Para Sperandio, 2026 tende a repetir esse continuísmo ou a aprofundá-lo.

Fundo eleitoral concentrado fortalece os partidos grandes

Outro ponto da leitura sobre o cenário eleitoral de 2026 é o dinheiro de campanha. O TSE distribuiu R$ 4,9 bilhões do fundo eleitoral entre 30 legendas. PL, PT e União Brasil ficaram com cerca de 40% do total.

Além disso, a cláusula de desempenho ficou mais dura neste ciclo. Cada sigla precisa agora de 2,5% dos votos válidos ou de 13 deputados federais eleitos. Consequentemente, a fragmentação partidária deve encolher e o Centrão sai reforçado.

Sperandio projeta ainda um leve deslocamento da Câmara em direção à direita. Nesse sentido, a próxima legislatura seria menos dispersa e mais previsível na negociação com o Executivo.

Senado mais crítico ao papel do STF na economia

No Senado, a projeção aponta uma composição mais atenta ao avanço do Supremo sobre temas econômicos. Dois julgamentos foram lembrados como referência desse embate.

Em 2018, o STF validou o fim da contribuição sindical obrigatória criada pela reforma trabalhista. Três anos depois, a Corte confirmou a constitucionalidade da autonomia do Banco Central, por 8 votos a 2.

Decisões desse porte mexem com contratos, custos e planejamento das empresas. Diante disso, o perfil dos senadores eleitos em outubro pesa sobre toda a agenda econômica.

Disputa presidencial segue equilibrada e sem favorito

A corrida ao Planalto aparece embolada na leitura apresentada, sem nome consolidado à frente. Com isso, fatores de curto prazo ganham peso desproporcional no resultado final.

Sperandio resumiu o quadro com uma comparação esportiva. Ganha quem comete menos erros não forçados, e não quem tenta as jogadas mais bonitas.

Uma campanha apertada também torna o Congresso mais decisivo no dia seguinte. Ainda assim, o desenho final depende do desempenho de cada partido nas urnas.

Acompanhamento legislativo protege o setor produtivo

No debate com os associados, Sperandio defendeu que as empresas se antecipem ao processo legislativo. Reagir quando o projeto já está pautado costuma sair caro.

Notas técnicas, dados e diálogo direto com parlamentares funcionam melhor no início da tramitação. O Secovi-SP foi citado como exemplo desse tipo de atuação organizada.

O sindicato é o maior da habitação da América Latina e reúne cerca de 90 mil empresas. Locação, incorporação, administração de imóveis e condomínios entram na mesma base de representação.

O Ranking dos Políticos monitora 594 deputados federais e senadores desde 2011. Encontros como esse aproximam quem produz do que se decide em Brasília, meses antes do voto.