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Ranking dos Políticos
10 de agosto, 2023

Avanço nas notas de risco não podem ser atribuídos como obra de um único governo

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O Brasil recebeu uma boa notícia: a agência de classificação de risco Fitch elevou a nota da capacidade de pagamento do país. Essa é uma conquista significativa, pois desde 2016 o país não possui grau de investimento e as notas estavam inertes desde 2018. Mas afinal, o que isso significa e como chegamos até aqui?

 

As agências de classificação de risco têm a importante tarefa de avaliar a capacidade dos países em honrar suas dívidas e repassar essas avaliações aos investidores. Em outras palavras, elas respondem à pergunta crucial de muitos investidores: se eu investir neste país, qual o risco de ele dar um calote e eu perder meu dinheiro?

 

Essas agências analisam uma série de fatores, desde a situação econômica até a estabilidade política e jurídica, para emitir suas notas. No caso do Brasil, diversos governos ao longo dos anos contribuíram para a melhoria dessa classificação.

 

Durante o governo de Michel Temer, foram implementadas importantes reformas, como a trabalhista e a regra do teto de gastos, que sinalizaram um compromisso com a responsabilidade fiscal e o controle dos gastos públicos. A chegada de Jair Bolsonaro à presidência não interrompeu esse caminho, e reformas como a da previdência e a autonomia do Banco Central foram fundamentais para mostrar aos investidores a seriedade das ações governamentais.

 

Apesar do discurso, a agência tem analisado que sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva o pragmatismo de parte do governo e os demais poderes prevalecerá sob a ala mais intervencionista e radical de quem compõe o governo federal. A aprovação da Reforma Tributária é analisada como uma medida que pode trazer mais segurança e atratividade ao ambiente de negócios no país, e após a aprovação na Câmara dos Deputados há a tendência de aprovação pelo Senado Federal. A instituição do Imposto de Valor Agregado trata-se de uma reforma defendida mais notadamente desde a década de 1990.

 

O Brasil ainda enfrenta desafios, como questões de segurança jurídica e a possibilidade de aumento de gastos governamentais. No entanto, os avanços promovidos por diferentes governos estão surtindo efeito e, na balança, contribuindo para reduzir o risco de o país enfrentar uma crise econômica grave.

 

A despeito dos riscos associados ao populismo do governo atual, é encorajador ver que o Congresso tem demonstrado um maior comprometimento com o equilíbrio fiscal.

 

Vale destacar que, apesar da melhora, o Brasil ainda se encontra na classificação de risco de “grau especulativo”, representado pelo “BB”. Ainda há um caminho a percorrer até que alcancemos o tão desejado “Grau de Investimento”. Para isso, é preciso subir mais dois degraus (BB+ e BBB-) na avaliação das agências.

 

A obtenção do “Grau de Investimento” seria extremamente benéfica, atraindo mais investimentos estrangeiros e permitindo uma menor exigência de remuneração do risco da dívida soberana brasileira. Em resumo, o país teria a possibilidade de praticar juros mais baixos, o que contribuiria ainda mais para o desenvolvimento econômico.

 

Contudo, é importante frisar que alcançar esse objetivo não é tarefa fácil, mas sim um trabalho contínuo e perseverante. É preciso manter o compromisso com as políticas fiscais sólidas, a responsabilidade com os gastos públicos e a busca por um ambiente de negócios favorável.

 

A elevação da nota de risco do Brasil é uma prova de que as ações dos governos estão tendo impacto positivo e estão sendo reconhecidas internacionalmente. Essa conquista deve servir de motivação para que continuemos no caminho certo, buscando sempre a estabilidade econômica, o crescimento sustentável e a confiança dos investidores. Somente assim poderemos alcançar o grau de investimento e colher os frutos de uma economia mais próspera e equilibrada.

 

Uma analogia possível a respeito da reavaliação da nota do Brasil por parte da Fitch é a comparação com um aluno em dificuldades na escola, que melhora sua média de 4 para 5. Ainda não é suficiente para ser aprovado ao final do ano, mas houve uma evolução no bimestre. No caso do Brasil, o que é preciso para passar de ano é relativamente simples: fazer o dever de casa, que é conter o populismo governamental e continuar promovendo reformas estruturais, como a Reforma Tributária, uma Reforma Administrativa e a continuidade da agenda de privatizações.

 

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