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A Associação Nacional de Restaurantes (ANR) passa a integrar o grupo de mantenedores do Ranking dos Políticos. A entidade representa empresários do setor de alimentação fora do lar diante do poder público. Com isso, o Ranking amplia o diálogo com um segmento que emprega mais de 1,5 milhão de brasileiros.
A ANR nasceu em 1990, em São Paulo, com o nome de Aprest, a Associação Paulista de Restaurantes. Um grupo de empresários queria centralizar o diálogo com órgãos de governo e discutir melhorias operacionais.
As negociações renderam reduções sucessivas do ICMS paulista. Por isso, a entidade cresceu e passou a ser procurada por empresários de outros estados.
Em 2007, a Aprest se tornou nacional e adotou o nome atual. Desde então, a base saltou de 70 para cerca de 2.000 marcas associadas. Elas respondem por mais de 12 mil estabelecimentos em todos os estados.
O setor movimenta cerca de R$ 200 bilhões por ano. Também responde por mais de 1,5 milhão de empregos formais diretos, entre restaurantes, franquias, bares, cafés e quiosques.
Boa parte dessas vagas vai para jovens sem experiência anterior. Restaurantes funcionam como porta de entrada para o primeiro emprego com carteira assinada.
Ao mesmo tempo, poucos setores dependem tanto de regras definidas em Brasília. Tributação, legislação trabalhista e normas sanitárias chegam rápido ao caixa de quem opera na ponta.
A entidade mantém comitês técnicos de ESG, jurídico e segurança dos alimentos, além de grupos de trabalho com especialistas. O advocacy é o outro pilar, com atuação junto a legisladores e reguladores.
A ANR também produz dados próprios sobre o desempenho do segmento. Dessa forma, leva ao debate público números que costumam faltar quando uma regra nova é proposta.
A Lei Complementar 214/2025 criou um regime específico para bares, restaurantes e lanchonetes. As alíquotas do IBS e da CBS caem 40% no fornecimento de alimentação preparada no estabelecimento.
Porém, o desenho tem contrapartidas. A empresa que compra a refeição não se apropria de crédito, e bebidas alcoólicas ficam fora do regime reduzido.
Gorjetas e taxas cobradas por aplicativos podem sair da base de cálculo, dentro de limites. Ou seja, a carga final depende de detalhes operacionais ainda em ajuste.
O PLP 152/2025 define regras para transporte e entrega prestados por plataformas digitais. Uma comissão especial da Câmara analisa o texto desde agosto de 2025.
O resultado interessa diretamente a restaurantes que dependem de delivery. Além disso, custos de entrega, responsabilidade sobre entregadores e segurança jurídica seguem em aberto.
Pesquisa Quaest feita em parceria com a ANR tratou de um item central dessa regulação. O levantamento mostrou que 71% dos brasileiros rejeitam a taxa mínima por pedido proposta pelo governo.
Mantenedores financiam a operação do Ranking dos Políticos. A organização avalia os 513 deputados federais e os 81 senadores em exercício, com metodologia pública e critério apartidário.
Nenhum mantenedor participa da definição das notas. Estas últimas saem de critérios objetivos aplicados pelo conselho legislativo da organização.
Os pilares dessa avaliação são três: eficiência da máquina pública, melhoria do ambiente de negócios e combate à corrupção. Nesse sentido, a entrada da ANR conecta o Ranking a um setor sensível.
Restaurantes lidam com fiscalização sanitária, obrigações trabalhistas e tributos que se sobrepõem. Assim, acompanhar o Congresso deixa de ser exercício abstrato quando uma votação altera o preço do prato feito.